EMPREGABILIDADE

A inserção profissional dos jovens recém-licenciados e diplomados em Portugal continua a ser uma prioridade central da FNAEESP, face aos desafios estruturais que ainda limitam a sua plena empregabilidade. Se no início da década observamos que 18% dos jovens recém formados (dados do EuroStat de 2023) estavam excluídos do mercado de trabalho, a atuação da Federação durante este último ano focou-se em exigir a implementação de políticas e incentivos reais que invertam este cenário. Os dados mais recentes do EuroStat evidenciam uma realidade mais complexa: em 2024, a taxa de emprego dos recém-diplomados no espaço europeu situou-se entre os 84% е os 86,7%, revelando uma ligeira desaceleração face aos anos anteriores e sinalizando um contexto de maior instabilidade na transição para o mercado de trabalho. Portugal tem historicamente figurado entre os países da União Europeia com maiores dificuldades na empregabilidade de jovens diplomados. Para combater esta realidade e aproximar o país da meta da Estratégia Portugal 2030 (que visa que 55% dos diplomados do secundário sigam vias profissionalizantes), a FNAEESP tem promovido ativamente a valorização do ensino politécnico e das suas formações.

Neste novo ano, com as mudanças estruturais já em curso, a consolidação da atribuição de graus de doutoramento pelos Institutos Politécnicos deixou de ser apenas uma oportunidade para passar a ser uma realidade transformadora. A criação e implementação desses ciclos avançados de estudo, focados na investigação aplicada, tem sido fundamental para aproximar o ensino superior politécnico das problemáticas concretas das empresas e das comunidades locais. Para que este impacto na empregabilidade seja efetivo, a FNAEESP interveio junto da tutela, nomeadamente da Secretaria de Estado da Ciência, reivindicando um maior financiamento para projetos de investigação e a melhoria das condições laboratoriais nas nossas instituições.

A atuação da Federação no último ano pautou-se por reivindicar ativamente políticas públicas que não só promovam a empregabilidade, mas que valorizem inequivocamente as competências transversais e aplicadas adquiridas no subsistema politécnico,
contribuindo para uma sociedade mais equilibrada, inovadora e economicamente resiliente.

A FNAEESP manteve a sua posição firme de que, além de uma oferta formativa robusta sustentada nos CTeSPs e na aprendizagem ao longo da vida, o sucesso da empregabilidade depende de apoios concretos na transição para o mercado de trabalho. Ao longo do mandato, lutamos pelo reforço de programas de estágios financiados, redes de mentoria e iniciativas de capacitação.